
O Modern Jazz Quartet é uma verdadeira instituição do jazz moderno. Originou-se da seção rítmica da banda de
Dizzy Gillespie após a guerra (com
John Lewis ao piano,
Milt Jackson ao vibrafone e ainda
Ray Brown ao contrabaixo e
Kenny Clarke à bateria). A partir de 1955, Brown seria substituído por
Percy Heath e Kenny Clarke por
Connie KayCom a formação Lewis / Jackson / Heath / Kay, o grupo atravessaria as décadas, consagrando-se como o conjunto instrumental mais longevo, entrosado, estável e artisticamente coerente de todo o jazz.
As personalidades musicais que se reuniram no grupo poderiam parecer à primeira vista um tanto díspares:
- Lewis, um pianista pouco dado ao virtuosismo, porém de sólida base clássica (em particular, um cultor da música barroca) e também conhecedor do blues e do cool;
- Jackson, um vibrafonista impetuoso, talhado dentro da tórrida sintaxe do bebop, com técnica avassaladora;
- Kay, um baterista minimalista, avesso ao barulho e muito interessado em pesquisar sonoridades sutis; Heath, um baixista sólido, consistente e discreto do bebop.
De qualquer modo, o que se viu e ouviu, desde o primeiro compasso, foi um entrosamento e uma afinidade totais.
O MJQ é o principal representante da chamada "terceira corrente"(third stream) no jazz, isto é, a proposta de combinar elementos do jazz e da música erudita ocidental.
Lewis, o cérebro do grupo, sistematicamente procurou introduzir em seu jazz, no plano estético, uma consciência clara de forma e uma preocupação com a coerência estilística; e no plano da técnica composicional, usou fartamente elementos do contraponto e da fuga. Além disso, o grupo estabeleceu um alto padrão de acabamento técnico em suas execuções.
Tal projeto poderia parecer destinado a gerar resultados áridos, porém nada estaria mais longe da verdade. O MJQ foi, ocasionalmente, denegrido por uma parte da crítica como sendo pretensioso ou "europeizado".
Porém essa crítica é superficial e injusta: a música do MJQ nunca perde a vitalidade e o swing - pelo simples fato de que seus integrantes são swingmen de respeito, particularmente Jackson, o homem de frente do grupo - com a vantagem adicional de trazer para o jazz uma complexidade formal até então desconhecida (mesmo na fase áurea das big bands e dos arranjos). É, acima de tudo, uma música válida como jazz e também como criação intelectual .
Fonte: www.ejazz.com.br
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Eae andré.... vc pediu e aqui está um pouco sobre o MJQ...abraços
E quem quiser, posso mandar via messenger arquivos mp3 do MJQ, é só deixar o seu messenger no blog....